Print

A nova estratégia de guerra da OTAN : Os ministros da defesa reunidos em Bruxelas
Par Manlio Dinucci
Mondialisation.ca, 03 mars 2014
ilmanifesto.it
Url de l'article:
https://www.mondialisation.ca/a-nova-estrategia-de-guerra-da-otan-os-ministros-da-defesa-reunidos-em-bruxelas/5371682

Uma Pinotti [1] radiante de alegria, pela sua primeira vez de visita a OTAN (o sonho de uma vida) participou da reunião dos ministros da defesa, a qual ocorreu entre 26-27 de fevereiro, no quartel general dos mesmos em Bruxelas.

O primeiro ponto na ordem do dia foi a Ukraina com a qual – sublinharam os ministros em sua declaração – a OTAN tinha uma “especial associação”, dentro do quadro onde a OTAN continua “a lhe dar assistência para a realização de suas reformas”.  A prioridade é “a cooperação militar”  (passe-de-permissão através do qual a OTAN penetrou a Ukraina).  Os ministros “felicitaram as forças armadas por não terem entervenido na crise política” ( deixando assim o campo aberto para os grupos armados), e reafirmaram que para “a segurança euro-atlântica” uma “Ukraina estável” (quer dizer estável abaixo da OTAN) seria um ponto fundamental.

Os ministros também trataram do central tema  “Iniciativa de Forças Conjuntas” a qual prevê uma intensificação do treinamentoo e das manobras que conjuntamente com o emprego de tecnologias militares sempre mais avançadas, permitem a OTAN de manter uma grande “prontidão e eficiência de combate”.  Para se verificar isso, a preparação se desenrolará em 2015 numa das maiores manobras da OTAN “ao vivo”, com a participação de forças terrestres, marítimas e aéreas, de toda a Aliança. A Itália se ofereceu para acolher primeira de uma série.

Ao mesmo tempo se potencializa e fortalece a “Força de Resposta da OTAN”. Essa força que é  composta de unidades terrestres, aéreas e marítimas, fornecida em rotação pelos aliados, está pronta para ser projetada, em qualquer momento, e em qualquer teatro bélico. No treinamento de seus 13.000 homens, um papél principal  é feito pelo novo quartel general de Forças para as Operações Especiais que, situadas na Bélgica, são comandadas pelo vice-almirante norteamericano Sean Pybus da “Navy Seal”.

A preparação dessas forças entra no novo concepto estratégico adotado pela Aliança, nas águas da reorientação estratégica dos Estados Unidos. Para melhor explicar isso o Secretário da Defesa, Chuck Hagel foi a Bruxelas, após ter recentemente anunciado um futuro redimencionamento das forças terrestres americanas, um redimencionamento de 520 mil a 450 mil militares. Mas enquanto diminui suas tropas, o Pentágono aumenta suas forças especiais, de 66 mil a 70 mil, a qual se ajunta então um subsídio de 36 bilhões de dólares para treinamento. Os Estados Unidos, explica Hagel, “não querem mais ficar presos em grandes e prolongadas operações de estabilidade além-mar, na mesma escala que as do Iraque e do Afeganistão”. É uma nova maneira de guerrear, conduzida de maneira encoberta, através de forças especiais infiltradas, de armadas de drones, de grupos (mesmo estrangeiros) financiados e armados para que destabilizem o país e preparem o terreno para um ataque conduzido por forças aéreas e navais. A nova estratégia, posta ao ponto, com na guerra na Líbia, implica um maior envolvimento dos aliados.

Nesse quadro a ministra Pinotti teve a honra de ter tido em Bruxelas um encontro bilateral com o secretário Hegel que, como se lê num comunicado do Pentágono, “agradeceu a Senhora Pinotti pela sua liderança e pela grande contribuição da Itália a OTAN, a missão ISAF então aqui incluida”. Hagel também exprimiu solenemente o comitimento “de continuar a procurar os meios apropriados de aprofundar as  relações bilaterais com a Itália”. Podemos então esperar agora, ainda mais  “relações bilaterais” com os Estados Unidos, assim como outros F-35, os Muos de Niscemi, a potencialização de Sigonella e de outras bases americana em nosso território, o envio de forças italianas a diversos teatros de guerra ao comando, de-facto, do Pentágono. Especialmente agora que a ministra da defesa é Roberta Pinotti, onde a sua “liderança” fez a Itália subir ao décimo lugar entre os países tendo as mais altas despesas militares do mundo: 70 milhões de euros por dia, de acordo com a Sipri, ao mesmo tempo em que se anunciam novos cortes nas despesas públicas.

Manlio Dinucci

 

Ediçäo de sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 de il manifesto

http://ilmanifesto.it/la-nuova-strategia-di-guerra-dellalleanza/

Tradução Anna Malm, artigospoliticos.wordpress.compara mondialisation.ca

 

Avis de non-responsabilité: Les opinions exprimées dans cet article n'engagent que le ou les auteurs. Le Centre de recherche sur la mondialisation se dégage de toute responsabilité concernant le contenu de cet article et ne sera pas tenu responsable pour des erreurs ou informations incorrectes ou inexactes.