Obama planeja intervenção contra a Síria

Neocons infestam a administração de Obama. Eles querem ver Assad derrubado a força. Diplomacia manipulada pode ser o pretexto para isso.

Dois turnos de discussões em Geneva já ficaram paralisados. Não espere mudanças. A estratégia dos Estados Unidos é uma de mudança de regime. Isso será feito a maneira antiga. Está dentro dos planos que se derrube Assad violentamente.

Em 17 de fevereiro a mídia network SFPN, Syrian Free Press Network  deu a manchete – ”Alerta Vermelho: Os serviços de inteligência dos Estados Unidos, Israel e dos Britânicos, na Jordânia, estão planejando um ataque , AGORA, com (os chamados) Takfiris `moderados´ para criar um mini-estado no sul da Síria.”

Na sexta-feira o ministro da defesa Asaad Mustafa, do chamado governo de interím, renunciou. Isso seria alegadamente por disputas internas.

Ao mesmo tempo o representante principal do chamado Exército Livre da Síria, FSA, Salim Idris, foi despedido. Abdel Alah al-Bashir o substituiu.

Fars News reportou que Idris tinha fugido para a Turquia a caminho de Doha no Qatar, em dezembro. Os terroristas sírios “tinham tomado posse de seus quartéis e armazens de equipamentos militares providos pelos Estados Unidos.” Esses estavam localizados ao longo da fronteira Turquia/Síria.,” disse então a SFPN.

SFPN disse ainda que o embaixador dos Estados Unidos na Síria, Robert Ford, e o sub-Secretário de Estado para Negócios Políticos Wendy Sherman, tinham proposto que se “fizesse a Jordânia, e as suas fronteiras com a Síria, a maior passagem para os avançados equipamentos militares dos Estados Unidos, e da Europa, (indo) para a oposição armada na Síria, “

Os planos propostos teriam o objetivo de fazer do sul da Síria “um mini-estado”. A idéia seria deslanchar operações contra Damasco, completou SFPN.

Na segunda-feira o Ministro dos Negócios Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, levantou essa questão. O seu governo assim como as forças armadas estariam prontos para quaisquer que fossem os planos, disse ele então.

Os editores do Washington Post apoiam uma Guerra na Síria. Eles incitam para uma direta intervenção dos Estados Unidos. Eles citam  desacreditadas acusações anti-Assad, uma após a outra.

Eles querem mudança de regime. Eles querem a força substituindo a diplomacia. Eles querem Assad condenado por não ter se submetido as exigências dos Estados Unidos

Eles dizem que ele está demorando a eliminar o armamento químico. De acordo com a Rússia as coisas estão andando como planejado.

Extremo cuidado precisa de ser observado. O principal é manter o material químico, CWs, longe das mãos dos insurgentes.

O tambor do Washington Post continua batendo enquanto John Kerry promove a escalação do conflito. Ele está replicando o infame momento de Colin Powell. Isso ele já o fez inúmeras vezes.

Em setembro ele mentiu dizendo que a Siria tinha atacado Gouta com gás sarin. Clara evidência provava uma outra coisa. Os insurgentes tinham quanto a esse ataque, toda a culpa.

Em 17 de fevereiro ele mentiu dizendo que Assad tinha posto obstruções as discussões de paz dizendo: “Até agora (ele näo esteve) engajado nas discussões dentro dos prometidos e requeridos padrões…”

Falso! As proceduras combinadas seriam as de seguir o comunicado nos itens do Geneva I. Isso está sendo feito em ordem de importância. O mais importante é parar com o terrorismo e a violência.

Os representantes de Assad “se refusaram a abrir um único momneto de discussão” para um governo de transição, disse então Kerry.

Falso! Eles estavam dispostos a discutir todos os itens da Geneva I. Eles queriam esses discutidos em ordem de importância.

A resolução de outras questões depende de que se ponha um fim a violência e ao terrorismo. Fazer isso é o mais importante. A salvação da Síria depende disso. Os representantes de Assad querem isso resolvido com toda a prioridade.

Eles insistem, corretamente, que a lei internacional tem que ser respeitada. Os sírios, eles mesmos, deverão decidir quem os governará.

Interferência estrangeira não irá ser tolerada. A lei internacional proibe interferência em negócios internos de outros países. Isso Kerry não explicou. Mentiras querem passar por verdades.

“Isso está muito claro (disse Kerry). Assad está tentando vencer tudo no campo de batalha, em vez de ir a mesa de discussões honestamente.”

Falso! Para começar, Assad nunca quis nenhum conflito.  Ele continua não querendo. Ele quer uma resolução pacífica. Ele está fazendo siimplesmente todo o possível, e o impossível, para conseguir isso.

Ele aqui não tem um legítimo adversário para discutir paz. Faltando isso a paz será impossível. Os delegados da oposição representam Washington. Obama quer uma guerra. Não a paz.

Em 17 de fevereiro, WaPO, Washington Post, fez manchete com “Kerry diz que a Rússia mina as discussões sobre a Síria”

Kerry atacou a Rússia e o Irã. Ele os acusou de estarem minando o processo de paz “através de aumentar o apoio militar e a assistência” a Assad.

Ele aqui ignorou o envolvimento de Washington no recrutamento, no fornecimento de armamentos, no treino, e na direção dos esquadrões da morte, invasores.

Obama tem a total responsabilidade pela guerra contra a Síria mas Kerry aí também deveria ter a sua parte. O seu trabalho é o de promover a ilegalidade imperial.

Ele está endossando a derrubada de um independente líder após outro. Ele está justificando carnificina e destruição.

Ele está fechando os olhos para uma inconcebível miséria humana. Kerry pode tirar benefícios em devastar e destuir países. Ele é um bilionário.

Ele quer extrema riqueza transformada em ainda mais. Ele quer que países sejam saqueados para que isso possa se tornar realidade.

Ele representa o pior do lado nefasto dos Estados Unidos. Assim também é com muitos outros semelhantes extremistas infestando Washington.

Assad é constantemente acusado pelos crimes cometidos pelos insurgents, apoiados por Washington. Kerry condenou o “barbárico assalto” contra civís feito por esses, como se fosse obra de Assad.

Ele está fazendo todo o possível para os proteger. Ele está lutando por jihadistas esquadrões da morte enlistados pelos Estados Unidos como terroristas.

Sempre que os soldados da Síria liberam áreas, até de então controladas pelo inimigo, eles são benvindos nas mesmas. Eles são aplaudidos quando chegam.

Na segunda-feira o Ministro do Exterior da Rússia citou estatísticas que acusavam os terroristas pelos crimes que queriam jogar para cima de Assad.

Eles estão alimentando crises. Washington fecha os olhos. Lavrov virou-se para os oficiais dos Estados Unidos fazendo pressão em Damasco, dizendo:

Nós estivemos dizendo a eles que trabalhassem diretamente com as autoridades sírias, se fosse o caso de ser pressões políticas o que eles tivessem em mente.

“Eu dizia (a Kerry), sempre que ele fazia pressão para que se impusessem (novas) sanções… que ele precisava agir sensatamente.”

Lavrov explicou que a Rússia tinha novas informações.  Ele disse que “certos financiadores da oposição tinham começado a criar novas estruturas (independentemente) da Coalisão Nacional,”

Esses queriam a SNC, [a coalisão nacional da Síria] substituida. “Em outras palavras, eles estão mais uma vez tomando um rumo que diverge do caminho de negociações. Eles estão olhando para uma opção de cenário militar. Essa opção deveria contar com um grande apoio vindo de fora.”

Lavrov parou a poucos passos de acusar Washington. Dá para ser repetido o que anteriores artigos já explicaram. A guerra na Síria é a guerra de Obama. Ele deplora a paz.

Ele quer um pretexto para uma direta intervenção dos Estados Unidos. Ele quer Assad derrubado, a força. Ele quer que um governo servil aos interesses do ocidente o substitua.

Ele quer autoridade incondicional para decider o futuro da Síria. Ele não quer que o povo da Síria tenha qualquer coisa a dizer quanto a isso. Dominância age dessa maneira. América é, de longe, a pior.

Em 16 de fevereiro Kerry fez uma declaração para a mídia (press statement ) onde ele levantou a questão da Síria separadamente. O que definiu essa declaração foi a duplicidade de uma lingua bifurcada.

De acordo com Kerry  “o sofrimento do povo sírio” continua. Aqui ele ignorou a total responsabilidade de Washington quanto a isso.

Ele erradamente acusou Assad de “obstrução.” Ele disse que esse fazia com que discussões difíceis ficassem ainda mais difíceis.

Se não fosse trágico seria cômico de quando dos louvores de Kerry aos representantes da SNC. Ele declarava, muito exclamativamente, que eles “tinham demonstrado uma corajosa e madura seriedade de objetivos, assim como boa vontade para discutir todos os aspectos do conflito”

Fact check  – Control dos fatos

SNC delegados obstruiram as discussões. Eles demandaram incondicional mudança de regime. Os delegados da Síria concordaram em discutir os tópicos. Eles querem que todos os ítens da Geneva I sejam discutidos.

Os representantes da SNC fizeram objeções. Eles querem primeiramente um acordo sobre um governo de transição. Esse acordo significaria que Assad teria que ir-se embora. Essa era a demanda. Eles não se importavam com o que os sírios poderiam querer. A mesma coisa é com Kerry.

Ele quer que Washington decida o futuro da Síria. Ele quer continuar com a carnificina e a destruição.

Ele quer que o conflito seja resolvido beligerantemente. Ele quer que Assad seja o acusado das obstruções, para que se tenha um pretexto para essas.

Ele repete uma grande mentira atrás da outra. Ele mente para justificar a agenda imperial de Washington. Ele quer a incontestável dominância de Washington.

Ele quer que o mundo torne-se seguro para os saqueadores. Ele quer o que os sírios rejeitam. Ele quer o que o povo comum deplora.

Uma direta intervenção paira sobre o horizonte. A procura de Obama para novas opções e diretivas políticas mostra isso. Espere-se que a guerra por procuração de Obama entre em escala de conflito total.

Espere-se uma Síria completamente devastada, destruida e pilhada. Espere-se uma repetição do acontecido no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Espere uma Síria transformada em uma indesejável e amedrentadora ruína. Espere Obama apresentando esse novo troféu imperial.

Quanto mais sofrimento sírio será necessário para que seja sofrimento demais? Por quanto tempo ainda Washington conseguirá se evadir da responsabilidade e continuar com assassinatos e destruição em massa? Quando será que guerras de agressão [as condenadas pelo processo de Nuremberg] não mais serão chamadas de liberadoras ou humanitárias?

Quando irão as devastantes carnificinas e as destruições ter um ponto final? Quando virá um chega e um basta, e nada mais? Quando não se verá mais o poder se sobrepor ao justo e ao certo? Quando não se verá mais os interesses do dinheiro decidir sobre a vida ou a morte?

Quando irá a América ter que responder por generações de crimes de guerra contra a humanidade e genocídio? Quando irá essa extrema força maléfica, força essa que o mundo jamais dantes presenciou, ser neutralizada?

Stephen Lendman 

Stephen Lendman lives in Chicago. He can be reached at [email protected]

His new book is titled ”Banker Occupation: Waging Financial War on Humanity.”

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Tradução Anna Malm – http://artigospoliticos.wordpress.com

 

 



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Stephen Lendman lives in Chicago. He can be reached at [email protected] His new book as editor and contributor is titled "Flashpoint in Ukraine: US Drive for Hegemony Risks WW III." http://www.claritypress.com/LendmanIII.html Visit his blog site at sjlendman.blogspot.com. Listen to cutting-edge discussions with distinguished guests on the Progressive Radio News Hour on the Progressive Radio Network. It airs three times weekly: live on Sundays at 1PM Central time plus two prerecorded archived programs.

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